<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1788254575091957886</id><updated>2011-08-21T23:25:43.100-03:00</updated><title type='text'>Lenda Rural</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mrgoto.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1788254575091957886/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mrgoto.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Marcel R. Goto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>12</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1788254575091957886.post-7143689164299323663</id><published>2009-06-10T07:57:00.010-03:00</published><updated>2009-06-10T17:07:38.724-03:00</updated><title type='text'>"Luluzinha Teen" número 1</title><content type='html'>A animosidade contra Luluzinha Teen entre jornalistas, entendidos e interessados é curiosa, e é exagerada, mas, vá lá, é compreensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem a ver com a eficiência brutal com que a Pixel Media destruiu a boa-fé do seu público-alvo original, atrasando e cancelando títulos, e agora eliminando uma linha inteira de publicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E também tem a ver com a percepção de que a revista copia, vem no rastro, e quer capitalizar em cima da Mônica Jovem, mais a suposição de que não teria outro objetivo ou pretensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E estou falando só daquele momento inicial quando a revista foi anunciada, antes de surgir a primeira ilustração na web.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que surgiu a primeira ilustração na Web, a animosidade virou escárnio: não se parece em nada com a Luluzinha original, a ponto da versão adolescente ter que mostrar uma foto da versão criança para as pessoas fazerem a ligação. Sem falar que a qualidade do novo traço deixa um pouco a desejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até eu &lt;a href="http://twitpic.com/68l4w"&gt;tirei uma casquinha&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ei, eu sou solidário ao luto das viúvas do Spawn. Mas entendam: o relacionamento da Pixel com vocês terminou. A editora resolveu seguir em frente, tocar a vida, e foi tentar ser feliz com outro público. A Luluzinha Teen não foi criada pra cutucar a ferida: só *parece* que foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quanto a capitalizar em cima da Mônica Jovem e colocar a Pitty na história: no shit, Sherlock? Como se a própria Turma da Mônica também não fosse um produto comercial que capitaliza em cima do meme do momento pra vender mais revistas? Passando na banca ontem, podia jurar que vi uma capa do Cebolinha com Guitar Hero estampado bem grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, pro evidente desgosto de todas as pessoas a quem a revista não se dirige, saiu o número 1 da Luluzinha Teen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu comprei. Sou consumidor compulsivo do novo e do idiossincrático, compro molho de tomate em pó pra ver como é, comprei esse &lt;a href="http://www.actionhq.com/store/product_info.php?products_id=1730"&gt;bonequinho do Superman raquítico&lt;/a&gt; lá no Japão, e até já ouvi uma música do Sigur Rós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu quero dizer é: ainda que compartilhasse parte do ceticismo com relação à revista, lá no fundo sempre espero que as coisas me surpreendam. Aquele lance de assistir pela primeira vez a um filme do Charlie Kaufman, ou ler algum livro do Douglas Hofstadter, ou abrir aquela caixa de pizza que está na geladeira há pelo menos dois meses. Entende?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no caso da reinvenção de um personagem clássico, eu sempre espero que ela traga pelo menos o aroma da genialidade exuberante e impenitente do Super Mouse do Ralph Bakshi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...É claro que eu estava esperando demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou falar dos defeitos primeiro, pra liberar logo quem só está aqui pela schadenfreude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não vou dizer que tem zero a ver com a Luluzinha original, mas é quase isso. Mude os nomes, tire as "fotografias" deles quando criança, e sobra muito, muito pouco. Só ecos da dinâmica entre os personagens, e isso não justifica o licenciamento da marca. Poderiam muito bem ter começado do zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O traço é bastante inconsistente. Vai de seguro, rico e expressivo, como nas páginas 25 a 30, a quase amador, como da 75 a 80. O "controle de qualidade" entre os diferentes desenhistas ficou devendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Além do traço, o design dos personagens é simplório. Suficiente pra identificar quem é quem, mas não exatamente marcante. Faltou investimento criativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As páginas em cores não acrescentam nada, porque falta uma direção qualquer no uso das cores. O objetivo foi, obviamente, privilegiar a aparição da Pitty, daí a decisão estranha dessas páginas estarem perdidas na segunda metade da revista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A história é em preto-e-branco, usa retículas, e os personagens têm olhos grandes, e acaba aí a semelhança com mangá. O ritmo da narrativa, que depende tanto do roteirista quanto do desenhista, segue numa marcha só, sem as técnicas de diagramação e elementos expressionistas mais sutis, e no entanto marcantes, das HQs japonesas. E mesmo em termos técnicos, o uso das retículas podia ser um pouco menos intrusivo. Não que esses sejam lá grandes defeitos, longe de mim o purismo estilístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A narrativa não só precisava trocar de marcha ao longo da revista, como chega a desmoronar completamente em alguns pontos. Páginas 61, 62 e 63, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, todavia, contudo, no entanto e não obstante... tenho que dizer que simpatizei muito com a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É difícil escrever sobre e para adolescentes sem cair no extremo dos comics e mangás para meninos (superpoderes, harém de garotas lindas inexplicavelmente atraídas pelo protagonista patético) nem no extremo absolutamente conservador e asséptico do personagem-enquanto-instituição (Archie). A Luluzinha Teen caminha com confiança nessa corda-bamba, optando por um realismo de simplicidade encantadora. Não conheço outra HQ mainstream que faça isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Considerando a variedade de situações nessa edição, o texto é consideravelmente sólido do começo ao fim. Não é condescendente, nem entupido de gírias. Tentem ler “A Órbita dos Caracóis” pra terem um exemplo do que acontece quando TUDO sai errado nesse quesito. Comprei o livro anos atrás, nunca terminei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Outro problema endêmico das histórias para adolescentes é tentar ser “hip” demais. Tudo passa pelo filtro do sarcasmo, cinismo e ironia, como se demonstrar uma emoção ou intenção sincera fosse anti-higiênico. Na Luluzinha Teen, no entanto, há muito pouco desse desagrável distanciamento pós-moderno. Os personagens investem a si próprios em atividades e relações, sem um pingo de cinismo, e com isso correm o risco de se decepcionarem, como de fato acontece mais de uma vez nessa edição. Bolinha faz parte de uma banda e, apesar de tocar bem guitarra, é um péssimo cantor, o que causa desentendimento entre os membros. Luluzinha banca a detetive e erra feio ao fazer uma acusação, e se arrepende disso. Acho muito saudável uma história movida também pela imperfeição dos personagens, com naturalidade e sem excesso de drama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A presença da Pitty e o elemento politicamente correto da escola Inova tinham tudo para serem constrangedores, mas achei até que se misturaram bem ao resto. Os personagens da Inova se mostraram tão humanos e falíveis quanto o elenco principal, e o show da Pitty estava encaixado na trama. A idéia do “convidado especial” é legal, difícil é equilibrar isso com a dignidade da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Gostei muito da sutileza e naturalidade com que tratam a ausência dos pais do Alvinho, já que modernidade não é só internet e celular, é também a realidade de mudanças na estrutura da família. Idem pros namoricos incipientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Finalmente, como resultado disso tudo, eu simpatizo com os personagens. Quero saber o que vai acontecer com eles a seguir. Não sei vocês, mas considero isso um grande mérito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, essa primeira edição tem uma quantidade de defeitos, mas tem uma coisa mais rara e, pra mim, mais valiosa do que competência técnica: “alma”. Poucas histórias fora do circuito independente são escritas, criadas, ao invés de montadas peça por peça, sem que a soma das partes forme um todo. Ainda mais no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero dizer que a revista tenha sido criada por amor à arte, e não por oportunismo mercadológico, ou que as qualidades dessa edição sejam todas planejadas, e não acidentais. Até onde sei, o número dois pode ser um fracasso formidável, do tipo que a gente preserva pra ser estudado pelas gerações futuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é alta literatura, nem um clássico moderno dos quadrinhos. É junkie-food cultural, é indústria, Disney, Mônica, Garfield. A revolta popular na web por esse tipo de produto é risível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, até aqui? Gostei, sim. Se serve de referência nesse universo infanto-juvenil, eu não sobreviveria a um episódio inteiro de Malhação. De tempos em tempos releio João Carlos Marinho e Stella Carr. Minha HQ favorita deste ano é o volume 5 do Scott Pilgrim, e minha autora favorita de literatura pra “young adults” no momento é Meg Rosoff.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou comprar a próxima edição, espero que seja melhor ainda. Caprichem mais no traço, vai. Dêem uma olhada em uns mangás pra aprender a usar retículas. E não tenham medo de ousar na história: já não tem nada a ver com a Luluzinha original, mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1788254575091957886-7143689164299323663?l=mrgoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mrgoto.blogspot.com/feeds/7143689164299323663/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1788254575091957886&amp;postID=7143689164299323663&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1788254575091957886/posts/default/7143689164299323663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1788254575091957886/posts/default/7143689164299323663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mrgoto.blogspot.com/2009/06/luluzinha-teen-numero-1.html' title='&quot;Luluzinha Teen&quot; número 1'/><author><name>Marcel R. Goto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1788254575091957886.post-5124639849612726120</id><published>2009-05-13T15:50:00.003-03:00</published><updated>2009-05-13T16:00:19.844-03:00</updated><title type='text'>Carta ao Editor</title><content type='html'>"DEAR EDITOR: I am 8 years old.&lt;br /&gt;"Some of my little friends say there is no &lt;s&gt;Santa Claus&lt;/s&gt; Duke Nukem.&lt;br /&gt;"Papa says, 'If you see it in THE SUN it's so.'&lt;br /&gt;"Please tell me the truth; is there a &lt;s&gt;Santa Claus&lt;/s&gt; Duke Nukem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"VIRGINIA O'HANLON.&lt;br /&gt;"115 WEST NINETY-FIFTH STREET."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIRGINIA, your little friends are wrong. They have been affected by the skepticism of a skeptical age. They do not believe except what they see. They think that nothing can be which is not comprehensible by their little minds. All minds, Virginia, whether they be men's or children's, are little. In this great universe of ours man is a mere insect, an ant, in his intellect, as compared with the boundless world about him, as measured by the intelligence capable of grasping the whole of truth and knowledge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yes, VIRGINIA, there is a Duke Nukem. He exists as certainly as love and generosity and devotion exist, and you know that they abound and give to your life its highest beauty and joy. Alas! how dreary would be the world if there were no Duke Nukem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Not believe in Duke Nukem! You might as well not believe in fairies! (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nobody sees Duke Nukem, but that is no sign that there is no Duke Nukem. The most real things in the world are those that neither children nor men can see. Did you ever see fairies dancing on the lawn? Of course not, but that's no proof that they are not there. Nobody can conceive or imagine all the wonders there are unseen and unseeable in the world. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Duke Nukem&lt;/span&gt;! Thank God! he lives, and he lives &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Forever&lt;/span&gt;. A thousand years from now, Virginia, nay, ten times ten thousand years from now, he will continue to &lt;s&gt;make glad the heart of childhood&lt;/s&gt; be in production, to be released when it´s done.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1788254575091957886-5124639849612726120?l=mrgoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mrgoto.blogspot.com/feeds/5124639849612726120/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1788254575091957886&amp;postID=5124639849612726120&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1788254575091957886/posts/default/5124639849612726120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1788254575091957886/posts/default/5124639849612726120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mrgoto.blogspot.com/2009/05/carta-ao-editor.html' title='Carta ao Editor'/><author><name>Marcel R. Goto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1788254575091957886.post-2480870637442012232</id><published>2009-03-15T20:39:00.002-03:00</published><updated>2009-03-15T20:43:02.051-03:00</updated><title type='text'>Um koan pá e tal</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Marcel says:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tem uma historinha zen que é assim...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Marcel says:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um rei poderoso pede pro monge zen um lance lá.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Marcel says:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E o monge dá pra ele um anel com a inscrição "isso também passará".&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Marcel says:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O rei fica puto, mas o monge explica:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Marcel says:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Se você tá na merda, olhe pro anel e lembre-se: a merda tb passará.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Marcel says:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Se vc tá o fodão, olhe pro anel e tenha um pouco de humildade: isso também passará.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Marcel says:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Aí o rei entendeu e baixou a bola.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1788254575091957886-2480870637442012232?l=mrgoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mrgoto.blogspot.com/feeds/2480870637442012232/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1788254575091957886&amp;postID=2480870637442012232&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1788254575091957886/posts/default/2480870637442012232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1788254575091957886/posts/default/2480870637442012232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mrgoto.blogspot.com/2009/03/um-koan-de-pa-e-tal.html' title='Um koan pá e tal'/><author><name>Marcel R. Goto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1788254575091957886.post-2424069820227310108</id><published>2008-12-21T03:32:00.003-02:00</published><updated>2008-12-21T03:59:20.318-02:00</updated><title type='text'>A chaleira de Russell</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;Se eu sugerisse que entre a Terra e Marte existe uma chaleira chinesa girando ao redor do Sol numa órbita elíptica, ninguém poderia provar que estou errado, se eu tiver tido o cuidado de acrescentar que a chaleira é pequena demais para ser vista mesmo pelo nosso mais poderoso telescópio. Mas se eu fosse em frente e dissesse que, já que minha afirmação não pode ser provada falsa, é uma presunção intolerável por parte da razão humana duvidar dela, iriam considerar, com justiça, que estou falando bobagens. Se, no entanto, a existência de tal chaleira tivesse sido afirmada em livros antigos, ensinada todos os domingos como verdade sagrada e instalada nas mentes das crianças nas escolas, hesitação em acreditar na sua existência se tornaria uma marca de excentricidade e garantiria ao incrédulo os cuidados de um psiquiatra numa era de razão ou os do Inquisidor em tempos passados.&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;- Bertrand Russell&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E Dawkins estende o argumento no influente, mas não tão brilhante, "Deus: Um Delírio":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O motivo pelo qual a religião organizada merece hostilidade aberta é que, diferente da crença na chaleira de Russell, a religião é poderosa, influente, isenta de impostos e sistematicamente passada para crianças jovens demais para se defenderem. Crianças não são incentivadas a passar seus anos de formação memorizando livros bizarros sobre chaleiras. Escolas subsidiadas pelo governo não excluem crianças cujos pais preferem chaleiras com formato diferente. Os que acreditam na chaleira não apedrejam os que não acreditam, nem os apóstatas-da-chaleira, nem os hereges-da-chaleira, nem os blasfemadores-da-chaleira até a morte. Mães não avisam seus filhos contra o casamento com shiksas-da-chaleira cujos pais acreditam em três chaleiras ao invés de uma. Pessoas que colocam o leite primeiro não arrebentam o joelho de quem prefere colocar o chá primeiro.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou de me ocorrer que eu traduzi de novo o trecho, mesmo tendo o livro em português em algum canto aqui. D´oh.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1788254575091957886-2424069820227310108?l=mrgoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mrgoto.blogspot.com/feeds/2424069820227310108/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1788254575091957886&amp;postID=2424069820227310108&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1788254575091957886/posts/default/2424069820227310108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1788254575091957886/posts/default/2424069820227310108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mrgoto.blogspot.com/2008/12/chaleira-de-russell.html' title='A chaleira de Russell'/><author><name>Marcel R. Goto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1788254575091957886.post-7706141119413678323</id><published>2008-12-11T20:34:00.007-02:00</published><updated>2008-12-11T21:33:10.264-02:00</updated><title type='text'>A movie is not about what it is about.</title><content type='html'>&lt;a href="http://rogerebert.suntimes.com/"&gt;Roger Ebert&lt;/a&gt; enfrentou problemas sérios de saúde que o tiraram da ativa por praticamente um ano inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos meses, por conta de várias cirurgias, ele perdeu a fala, então o programa que fazia há mais de 25 anos, inicialmente "Siskel &amp;amp; Ebert" e depois "Ebert &amp;amp; Roeper" foi, bem, cancelado, ainda que a emissora diga que foi apenas reformulado com a saída dos apresentadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ao mesmo tempo, já tem sido notado por muitos e ele mesmo comenta isso, a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;escrita&lt;/span&gt; do Ebert, talvez o maior crítico de cinema da atualidade, vem passando por um período de renascença. Ele inaugurou um blog que é elogiadíssimo, por ser amplo e profundo e variado, e isso vindo de uma pessoa com a inteligência e as experiências dele não é pouco. Cada post tem centenas de comentários, e ele responde a vários, mantendo uma espécie de diálogo "post factum".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as críticas estão cada vez melhores, e incisivas quando têm que ser, sardônicas e imperdíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre têm trechos memoráveis, como este sobre &lt;a href="http://rogerebert.suntimes.com/apps/pbcs.dll/article?AID=/20081210/REVIEWS/812109993"&gt;O Dia em que a Terra Parou&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Sua mensagem [a do filme original], atual para a era nuclear, dizia que a humanidade seria exterminada se não parássemos de nos matar uns aos outros. A mensagem da versão de 2008 é que deveríamos ter votado no Al Gore. Não precisava de Klaatu e Gort. É pra isso que eu estou aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;Ou então grande parte do texto sobre &lt;a href="http://rogerebert.suntimes.com/apps/pbcs.dll/article?AID=/20080529/REVIEWS/805290301/1023"&gt;The Fall&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;The Fall é uma louca frivolidade, uma extravagante orgia visual, um mergulho a partir da realidade em reinos desconhecidos. Certamente é uma das mais selvagens indulgências que um diretor jamais se permitiu. Tarsem, por duas décadas um proeminente diretor de vídeos musicais e comerciais de TV, gastou milhões de seu próprio dinheiro para financiar The Fall, filmou-o por quatro anos em 18 países e criou um filme que você pode querer assistir por nenhuma outra razão além a de que ele existe. Nunca haverá outro como ele.&lt;br /&gt;The Fall é tão audacioso que quando a revista Variety o chama de um "projeto da vaidade", você pode apenas admirar a pessoa vaidosa o suficiente para executá-lo.&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1788254575091957886-7706141119413678323?l=mrgoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mrgoto.blogspot.com/feeds/7706141119413678323/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1788254575091957886&amp;postID=7706141119413678323&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1788254575091957886/posts/default/7706141119413678323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1788254575091957886/posts/default/7706141119413678323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mrgoto.blogspot.com/2008/12/movie-is-not-about-what-it-is-about.html' title='A movie is not about what it is about.'/><author><name>Marcel R. Goto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1788254575091957886.post-3171273065716725059</id><published>2008-12-01T14:17:00.008-02:00</published><updated>2008-12-01T17:33:25.809-02:00</updated><title type='text'>Lasanha, ha ha ha...</title><content type='html'>E hoje, a propósito de nada em especial, saiu uma matéria sobre Garfield na Folha, entrevistando o Jim Davis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou talvez o mote seja o aniversário de 30 anos do personagem, mas isso foi cinco meses atrás e eu achava que jornal fosse uma coisa diária?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro da minha cabeça, pensar no Jim Davis é pensar logo depois no Charles Schulz e no Bill Watterson. Os três se fizeram em tinta e papel de jornal, se fizeram dentro dos quadradinhos das tiras, e se fizeram criando personagens absurdamente icônicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais ou menos acabam aí as semelhanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Watterson cuidou de Calvin como um idealista. O personagem vivia em sua cabeça, e os quadrinhos eram o veículo que expressava aquela existência. Ele rosnou quando a indústria de licenciamento foi se chegando pra perto do personagem, e depois mordeu e chacoalhou quando ela ignorou o aviso. Quando achou que foi a hora, encerrou a tirinha. É irretocavelmente reverenciado, e já vi quem dissesse ser ele o último grande autor da mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Schulz acha que Watterson foi longe demais, pra ele faz parte do trabalho do cartunista cultivar o aspecto comercial da sua obra. Não só o artista coleta royalties, mas também o sindicato, e os produtos movimentam dinheiros e pessoas. Mas ele é um artista acima de tudo: escreveu e desenhou pessoalmente o Minduim por praticamente meio século. Só parou, só se aposentou, literalmente em seus últimos dias.&lt;br /&gt;Ainda que tivesse construído um império de licenciamento, quis:&lt;br /&gt;a) Manter o controle dos personagens por perto, cuidando pra que Charlie Brown não vendesse, por exemplo, lâminas de barbear na Alemanha (o tipo de coisa que acontecia quando as negociações estavam nas mãos do sindicato), e&lt;br /&gt;b) Não perto demais, nem tão pessoalmente, porque ele era um artista. Sua equipe cuidava dos negócios, ele escrevia e desenhava, e palpitava largamente nos desenhos animados.&lt;br /&gt;Schulz revolucionou a mídia, e ao mesmo tempo foi intensamente pessoal, quando quis foi também, ao seu modo, político, e ainda que nos últimos anos rodassem murmúrios pelos corredores do mundo de que a tirinha vinha perdendo a vitalidade, o todo da obra é de importância e qualidade monumentais. O ensaio de Umberto Eco sobre o perfil psiquiátrico dos personagens é testemunho da vida continuamente soprada dentro deles pelo seu criador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jim Davis começou com lápis e papel e idéias na cabeça, como os outros dois. Garfield, no contexto da época, é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cool&lt;/span&gt;, e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hip&lt;/span&gt;; é assistir a filme do Woody Allen e passear pelo Central Park em tardes de outono. Passado o começo dos anos 80, virou outras coisas. Uma propriedade intelectual, o conteúdo do guia de referência para os desenhistas da Paws, Inc., o estúdio de Davis. Material escolar, lancheira e mochila, estampa de roupas. Uma imagem e uma marca, mas não mais uma idéia viva e orgânica como foram Calvin e Snoopy do começo ao fim. A diferença é que Garfield se tornou um processo industrial, com procedimentos controlados e controle de qualidade. O envolvimento de Davis com a criação das tirinhas diárias é, atualmente, incidental. Na entrevista da Folha, ele diz que se reúne com a equipe uma vez por mês. Um personagem que sai da cabeça do artista para se transformar no resultado de um processo controlado de criação é um personagem morto. É o resultado aleatório das combinações possíveis sempre dos mesmos elementos: lasanha, segunda-feira, aranhas, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ennui&lt;/span&gt;, chute na bunda do cachorro.&lt;br /&gt;Nunca vai acontecer algo como a introdução de Franklin, o menino negro, nas tirinhas do Charlie Brown em 1968, quando Schulz quis fazer uma declaração política. Inclusive porque Davis, novamente cito o jornal de hoje, não quer política em suas tiras. Segundo ele, elas devem ser lidas, consumidas, no mundo todo. Se uma das funções sociais do artista é provocar, a do empresário é manter a linha de produção asséptica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas notem que não questiono o talento de Jim Davis. Garfield foi, sim, uma criação brilhante. E prefiro o seu próprio traço ao dos desenhistas do estúdio. Tem mais irregularidades, mais personalidade; é mais vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_icLJXG9Q5HY/STQnjWFKhNI/AAAAAAAAAAs/Rb8mdS5HfoU/s1600-h/Garfield-Davis.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 121px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_icLJXG9Q5HY/STQnjWFKhNI/AAAAAAAAAAs/Rb8mdS5HfoU/s400/Garfield-Davis.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274884551733839058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_icLJXG9Q5HY/STQn0cA3HII/AAAAAAAAAA0/0ZY7f6C569I/s1600-h/Garfield-Paws.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 116px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_icLJXG9Q5HY/STQn0cA3HII/AAAAAAAAAA0/0ZY7f6C569I/s400/Garfield-Paws.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274884845384178818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Garfield.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que questiono são as suas decisões. Ser o gerente de uma marca, um empresário, ao invés de um artista. Ter transformado sua criação num commodity, o extremo oposto da atitude de Watterson e distante até do feliz meio-termo encontrado por Schulz.&lt;br /&gt;Os elogios possíveis a ele hoje são números, de jornais que o publicam, de milhões de dólares em royalties de licenciamentos. Porque elogiar Garfield hoje como arte, e não como produto, é como elogiar o manual de instruções de uma TV como narrativa, e não como informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isso, tenho imenso respeito por uma atitude recente de Jim Davis: não só ele não mandou os advogados atrás de &lt;a href="http://garfieldminusgarfield.net/"&gt;Garfield minus Garfield&lt;/a&gt;, como aprovou o site e a sua publicação em livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atacar esse tipo de manifestação do alto de um império de licenciamento e marketing, como é o hábito nessa indústria, é de uma mesquinhez sem tamanho. Pelo menos disso não se pode acusar Davis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E exceto por essa ressalva, substitua o nome "Jim Davis" por "Maurício de Sousa" no texto ali no alto pra conhecerem outro bocado das minhas opiniões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1788254575091957886-3171273065716725059?l=mrgoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mrgoto.blogspot.com/feeds/3171273065716725059/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1788254575091957886&amp;postID=3171273065716725059&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1788254575091957886/posts/default/3171273065716725059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1788254575091957886/posts/default/3171273065716725059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mrgoto.blogspot.com/2008/12/lasanha-ha-ha-ha.html' title='Lasanha, ha ha ha...'/><author><name>Marcel R. Goto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_icLJXG9Q5HY/STQnjWFKhNI/AAAAAAAAAAs/Rb8mdS5HfoU/s72-c/Garfield-Davis.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1788254575091957886.post-810007070106303064</id><published>2008-11-30T18:11:00.005-02:00</published><updated>2008-11-30T18:22:51.357-02:00</updated><title type='text'>Vai te catar, Charlie Brown!</title><content type='html'>Não tenho muito a dizer sobre Charles Schulz, sempre adorei Snoopy, mas muito mais por causa dos primeiros desenhos animados do que por causa das tiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer modo, ele estava intimamente envolvido com os roteiros, então posso dizer que gosto do trabalho do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E &lt;a href="http://www.michaelbarrier.com/Interviews/Schulz/interview_charles_schulz.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt; tem uma entrevista enorme e muito interessante com ele. A graça está nos pequenos detalhes, como quando, em 1968, o segregacionismo dandos os últimos e violentos espasmos no Sul dos EUA, Schulz cria um personagem negro na tirinha, fazendo lá do seu jeito uma declaração sobre... essas coisas aí que importam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1788254575091957886-810007070106303064?l=mrgoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mrgoto.blogspot.com/feeds/810007070106303064/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1788254575091957886&amp;postID=810007070106303064&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1788254575091957886/posts/default/810007070106303064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1788254575091957886/posts/default/810007070106303064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mrgoto.blogspot.com/2008/11/vai-te-catar-charlie-brown.html' title='Vai te catar, Charlie Brown!'/><author><name>Marcel R. Goto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1788254575091957886.post-1896912119209154111</id><published>2008-11-22T02:43:00.007-02:00</published><updated>2008-11-22T04:47:22.243-02:00</updated><title type='text'>Pague adiante</title><content type='html'>Benjamin Franklin escreveu numa carta:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Eu não pretendo dar tal quantia, apenas a empresto a você. Quando encontrar outro homem honesto em dificuldade semelhante, você deve me pagar emprestando essa quantia para ele, instruindo-o a liquidar o débito com o mesmo ato, quando lhe for possível e quando encontrar o momento. Eu espero que ela possa, então, seguir por muitas mãos, antes de encontrar um espertalhão que interrompa seu progresso. Esse é um truque meu para fazer um pouco de bem com um pouco de dinheiro.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei este post pra falar do filme "A Corrente do Bem", mas o conceito por trás dele é tão mais interessante. Existe até &lt;a href="http://www.payitforwardfoundation.org/"&gt;uma ONG&lt;/a&gt; baseada na idéia, &lt;a href="http://www.heinleinsociety.org/"&gt;e uma outra&lt;/a&gt;, esta surpreendentemente inspirada pelo escritor Robert Heinlein.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então, o filme. Conheço gente que adora. Costumam ser mulheres.&lt;br /&gt;Eu bem que queria gostar mais, mas ele não ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especificamente o final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É engraçado, geralmente os filmes carecem de alguma coisa. Mais desenvolvimento, mais exposição, mais conflito, mais tempo de silêncio e ponderação.&lt;br /&gt;É raro que algum tenha tudo de que precisa para ser memorável, e ainda outras coisas a mais que quanto mais se acumulam, mais estragam todo o resto. Como um trem que o condutor demora demais pra frear, e acaba passando da estação. Você, ali na plataforma, vê ele chegar, vê ele passar, e fica observando, sabendo que cada segundo é um metro e um pouquinho de fracasso a mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final, com o garoto sendo morto e causando comoção, é absurdamente gratuito. Não faz parte do desenvolvimento da história. Só está lá por causa daquele atavismo sentimentalista do cinemão americano, a impossibilidade conceitual de encerrar um filme em tons de cinza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final perfeito ficou alguns minutos para trás. Durante todo o filme, o garoto ajuda um sem-teto viciado em heroína de todas as poucas maneiras e com toda a determinação que uma criança pode. Apesar disso, o sujeito não se regenera. Apesar disso, para seu próprio tormento, lá no fundo ele reconhece a generosidade e a pureza de intenções do menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse arco de história, escapando do maniqueísmo tentador de mostrar a boa-vontade do menino como motor infalível da redenção alheia, mantém o filme na tensão inquietante necessária para expor um dilema real e inescapável: toda a boa-vontade do mundo não é o suficiente para garantir o sucesso ou a felicidade ou a transformação. O que fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final perfeito desse filme está na cena em que o sujeito, vagando por uma estrada, vê uma mulher prestes a pular da ponte para se matar. Ele a impede, mas de uma maneira diferente do garoto: este dá algo para os outros, e espera que o presente, um acréscimo ao que existia antes, continue circulando. Ele não precisa de nada em troca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O viciado em heroína sequer tem como repassar desinteressadamente o que recebeu, mas o faz à sua maneira, chamando a atenção da mulher para a esperança do possível: nem sempre temos algo para dar e acrescentar, às vezes sequer podemos ajudar a nós mesmos. Mas, em toda nossa imperfeição, sempre podemos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;trocar&lt;/span&gt;, e se pudermos contar uns com os outros, isso seria o suficiente para nos fazer seguir em frente e almejar e construir algo melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer dia desses compro o DVD e edito o filme, cortando o final e mudando a ordem de algumas cenas, pra ver como ele seria numa versão melhor, um pouco mais curta, bem mais corajosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1788254575091957886-1896912119209154111?l=mrgoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mrgoto.blogspot.com/feeds/1896912119209154111/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1788254575091957886&amp;postID=1896912119209154111&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1788254575091957886/posts/default/1896912119209154111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1788254575091957886/posts/default/1896912119209154111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mrgoto.blogspot.com/2008/11/pague-adiante.html' title='Pague adiante'/><author><name>Marcel R. Goto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1788254575091957886.post-8452942854880363628</id><published>2008-11-20T18:27:00.003-02:00</published><updated>2008-11-20T19:10:18.095-02:00</updated><title type='text'>Ui, Jezuis</title><content type='html'>Um historiador, um teólogo e um pastor entram em um bar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, não é bem isso. Mas um historiador e um teólogo discutem se historicamente existiu um Jesus que serviu de base factual para as narrativas do Evangelho. Mais tarde, um pastor entra na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o historiador resume assim o debate:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(tradução minha, tosca como de costume, e há várias alusões que necessitam de leitura prévia dos outros artigos do debate para fazerem sentido)&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O Reverendo T. B. reduziu a questão a três possibilidades: (1) Jesus realmente existiu como os Evangelhos contam; ou (2) ele não existiu; ou (3) ele existiu mas estaria agora essencialmente irreconhecível e possivelmente irrecuperável. O Reverendo nos disse que teve que abandonar a primeira opção, ele obviamente disputa a segunda, e parece estar bravamente tentando fazer o melhor possível com a terceira, o que eu acho ser uma boa descrição da posição do Professor Loader também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, (3) é uma congregação bem ampla, já que até mesmo meu mentor, Professor G.A. Wells, agora diz que "não é um miticista" porque (do modo como eu o entendo) ele acha os elementos de "Q" suficientemente consistentes e precoces para apontar um "pregador galileu itinerante dos anos 20 e 30". No entanto, ele avisa, "é certamente arriscado tentar decidir quais detalhes são realmente autênticos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta figura, ele diz, nunca é citada como o Cristo, portanto não é o Messias, não é acompanhada por um seleto bando de discípulos, não se encontra com Pilatos, não é então crucificada nem ressuscita e sua morte, de qualquer modo, não tem significado redentor algum. No entanto, ele passa por lugares específicos da Galiléia e está associado a João Batista, o que nos dá um lugar e uma época já que, como vimos antes, Josephus data João Batista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que Josephus também não tenha notado o encontro com João levanta a intrigante possibilidade de que este pregador de "Q", este possível proto-Jesus, tenha tido uma fama ainda menor que a de João Batista!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se aceitarmos estes primeiros sinais de um obscuro proto-Jesus, nós podemos finalmente ter um discreto vislumbre de uma das linhagens originais da Cristandade. Mesmo assim, somos confrontados com a tarefa de considerar todas as outras linhas de evidência de Paulo e companhia, que estavam obviamente alheios a esta figura particular mas davam enorme importância para um ser crucificado e ressuscitado que algum dia viveu em algum lugar na humildade e na obscuridade. E também temos que considerar as tradições dramaticamente diferentes de milagres e poderes e ensinamentos e aventuras que encontramos em Marcos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, ao final, talvez nada esteja certo. Talvez Jesus seja ambos História e mito, ainda que eu prefira quantificar esta afirmação, e arrisco uma proporção de 5% História e 95% mito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo se tivermos que negociar um pouco estes números, acho que ainda podemos afirmar com confiança que, para todas as intenções e propósitos práticos, Jesus, como o conhecemos através dos Evangelhos, simplesmente não existiu.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Está tudo &lt;a href="http://www.abc.net.au/religion/stories/s1517078.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;, neste site do canal australiano ABC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você é uma pessoa que vive no mundo ocidental, então deveria ler.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1788254575091957886-8452942854880363628?l=mrgoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mrgoto.blogspot.com/feeds/8452942854880363628/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1788254575091957886&amp;postID=8452942854880363628&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1788254575091957886/posts/default/8452942854880363628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1788254575091957886/posts/default/8452942854880363628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mrgoto.blogspot.com/2008/11/ui-jezuis.html' title='Ui, Jezuis'/><author><name>Marcel R. Goto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1788254575091957886.post-5795861970110608087</id><published>2008-11-19T16:31:00.003-02:00</published><updated>2008-11-19T16:40:47.596-02:00</updated><title type='text'>Ai, Jezuis.</title><content type='html'>Estava lendo um debate tão intenso quanto pouco produtivo sobre as evidências da existência de um Jesus histórico que justificasse plenamente o Jesus bíblico (dica: &lt;a href="http://www.jesusneverexisted.com/surfeit.htm"&gt;são bem poucas&lt;/a&gt;), e lembrei disso aqui: uma &lt;a href="http://www.telegraph.co.uk/news/uknews/1577511/Winston-Churchill-didn%27t-really-exist%2C-say-teens.html"&gt;pesquisa&lt;/a&gt; entre adolescentes na Inglaterra mostra que há mais deles acreditando na existência de Sherlock Holmes do que na de Winston Churchill.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Goodness gracious.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus netos provavelmente vão me perguntar se eu conheci pessoalmente o Harry Potter.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1788254575091957886-5795861970110608087?l=mrgoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mrgoto.blogspot.com/feeds/5795861970110608087/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1788254575091957886&amp;postID=5795861970110608087&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1788254575091957886/posts/default/5795861970110608087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1788254575091957886/posts/default/5795861970110608087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mrgoto.blogspot.com/2008/11/ai-jezuis.html' title='Ai, Jezuis.'/><author><name>Marcel R. Goto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1788254575091957886.post-6034866340136803709</id><published>2008-11-15T18:14:00.004-02:00</published><updated>2008-11-15T19:13:40.049-02:00</updated><title type='text'>This is the end, beautiful friend</title><content type='html'>Olha só que raciocínio interessante, vou até traduzir:&lt;br /&gt;&lt;span class="docbody"&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Uma abordagem controversa para estimar a expectativa de vida da humanidade é o uso da "teoria da seleção da observação"&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt;. O número de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;homo sapiens&lt;/span&gt; que já existiram é por volta de 100 bilhões. Suponhamos que o número total de pessoas que já existiram e ainda existirão seja 10 trilhões. Se considero a mim mesmo como uma amostra aleatória retirada do conjunto de todos os seres humanos passados, presentes e futuros, então a probabilidade de que eu esteja entre os primeiros 100 bilhões dos 10 trilhões de vidas é apenas 1%. É mais provável que eu tenha sido aleatoriamente retirado de um grupo menor de pessoas. Por exemplo, se apenas 200 bilhões de pessoas já ou ainda viverão, a probabilidade de eu estar entre as primeiras 100 bilhões de vidas é 50%. O raciocínio por trás desta linha de argumentação é controverso mas tem sobrevivido a um número de desafios teóricos. Usando a "teoria da seleção da observação"&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt;, Gott (1993) estimou, com 95% de confiança, que a humanidade sobreviverá por mais 5.000 a 8 milhões de anos.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt; "Observation selection theory". Traduzi literal e toscamente, não descobri o termo de uso corrente em português. Tem a ver com as inferências feitas a partir da observação, e suas limitações. É usado bastante quando se fala do &lt;a href="http://www.anthropic-principle.com/primer.html"&gt;princípio antrópico&lt;/a&gt;, por exemplo, outro assunto interessantíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirado &lt;a href="http://www.upmc-biosecurity.org/website/resources/publications/2007_orig-articles/2007-10-15-reducingrisk.html"&gt;daqui&lt;/a&gt;.&lt;a href="http://www.upmc-biosecurity.org/website/resources/publications/2007_orig-articles/2007-10-15-reducingrisk.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1788254575091957886-6034866340136803709?l=mrgoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mrgoto.blogspot.com/feeds/6034866340136803709/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1788254575091957886&amp;postID=6034866340136803709&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1788254575091957886/posts/default/6034866340136803709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1788254575091957886/posts/default/6034866340136803709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mrgoto.blogspot.com/2008/11/this-is-end-beautiful-friend.html' title='This is the end, beautiful friend'/><author><name>Marcel R. Goto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1788254575091957886.post-7624320478932359275</id><published>2008-10-27T07:01:00.001-02:00</published><updated>2008-10-27T07:33:00.434-02:00</updated><title type='text'>Pop Quiz</title><content type='html'>Vou postar a seguir trechos de duas resenhas sobre o filme "Papai Noel às Avessas" ("Bad Santa" no original).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um foi escrito por um dos maiores críticos de cinema do mundo. Outro foi escrito por uma diva ignorante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leiam com muita atenção, releiam, e tentem adivinhar qual foi escrito por quem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://rogerebert.suntimes.com/apps/pbcs.dll/article?AID=/20031126/REVIEWS/311260302/1023"&gt;Roger Ebert&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Filmes como este são um teste de gosto. Se você entende por que Kill Bill é um bom filme e O Massacre da Serra Elétrica não é, e por que Bad Santa é um bom filme e O Gato não é, então você se libertou da crença de que a qualidade de um filme é determinada pelo seu assunto. Você instintivamente entende que um filme não é sobre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;o que&lt;/span&gt; ele mostra, mas sobre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;como&lt;/span&gt; ele mostra. Você está qualificado para assistir Bad Santa.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://epipoca.uol.com.br/filmes_critica.php?acao=D&amp;amp;idf=9139&amp;amp;idc=1893"&gt;&lt;br /&gt;Rubens Ewald Filho&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Detestei essa brincadeira de mau gosto, quase toda falada em palavrões (há muitos, mas não nudez porque americano é pudico). O desagradável Billy Bob Thornton faz um ladrão que se disfarça de Papai Noel para, junto com um anão, assaltar shopping centers no Natal e viver com a renda do crime durante um ano, atacando de novo no seguinte. Tem tudo de ruim: ele é um bêbado grosseiro (até xixi nas calças faz), trata mal as crianças, gosta de transar com mulheres obesas (sexo anal, informam na fita de forma igualmente desagradável) e assim por diante. Nem quero ir muito além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) Há muita violência, baixaria, piadas de humor negro estúpidas e idiotas, mas atrás de mim uma mulher ria tanto que até me pediu desculpas. Sinal de que há gosto para tudo.&lt;/blockquote&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, amiguinhos? Conseguem me dizer qual é qual?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1788254575091957886-7624320478932359275?l=mrgoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mrgoto.blogspot.com/feeds/7624320478932359275/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1788254575091957886&amp;postID=7624320478932359275&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1788254575091957886/posts/default/7624320478932359275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1788254575091957886/posts/default/7624320478932359275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mrgoto.blogspot.com/2008/10/pop-quiz.html' title='Pop Quiz'/><author><name>Marcel R. Goto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
