Nos últimos meses, por conta de várias cirurgias, ele perdeu a fala, então o programa que fazia há mais de 25 anos, inicialmente "Siskel & Ebert" e depois "Ebert & Roeper" foi, bem, cancelado, ainda que a emissora diga que foi apenas reformulado com a saída dos apresentadores.
Mas ao mesmo tempo, já tem sido notado por muitos e ele mesmo comenta isso, a escrita do Ebert, talvez o maior crítico de cinema da atualidade, vem passando por um período de renascença. Ele inaugurou um blog que é elogiadíssimo, por ser amplo e profundo e variado, e isso vindo de uma pessoa com a inteligência e as experiências dele não é pouco. Cada post tem centenas de comentários, e ele responde a vários, mantendo uma espécie de diálogo "post factum".
E as críticas estão cada vez melhores, e incisivas quando têm que ser, sardônicas e imperdíveis.
Sempre têm trechos memoráveis, como este sobre O Dia em que a Terra Parou:
Sua mensagem [a do filme original], atual para a era nuclear, dizia que a humanidade seria exterminada se não parássemos de nos matar uns aos outros. A mensagem da versão de 2008 é que deveríamos ter votado no Al Gore. Não precisava de Klaatu e Gort. É pra isso que eu estou aqui.Ou então grande parte do texto sobre The Fall:
The Fall é uma louca frivolidade, uma extravagante orgia visual, um mergulho a partir da realidade em reinos desconhecidos. Certamente é uma das mais selvagens indulgências que um diretor jamais se permitiu. Tarsem, por duas décadas um proeminente diretor de vídeos musicais e comerciais de TV, gastou milhões de seu próprio dinheiro para financiar The Fall, filmou-o por quatro anos em 18 países e criou um filme que você pode querer assistir por nenhuma outra razão além a de que ele existe. Nunca haverá outro como ele.
The Fall é tão audacioso que quando a revista Variety o chama de um "projeto da vaidade", você pode apenas admirar a pessoa vaidosa o suficiente para executá-lo.
0 comments:
Post a Comment